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Por um tempo, permaneceu em existência silenciosa e restrita para um seleto grupo seja pelo desabono atribuído a quem fazia terapia, ou pelo custo financeiro.

 

A palavra psicoterapia vem do grego psyche - mente therapeuein -curar

consiste em uma intervenção através da conversação que propõe primeiramente identificar padrões de pensamentos, crenças e hábitos que possam ser disfuncionais, porém, nem sempre o reconhecimento do sofrimento traz a consciência de suas causas e alternativas para resolução dos conflitos.

 

Auxiliado pelo terapeuta, o cliente faz a identificação destas crenças e a relação das mesmas com seu sofrimento atual. O indivíduo desenvolve assim um olhar diferente para suas dificuldades e parte em busca da construção de novas respostas.


 

Mas como a mudança efetiva ocorre?


Após a compreensão do conflito, sofrimento ou impasse, naturalmente surge o momento seguinte que é o de buscar alternativas. Ninguém quer permanecer no sofrimento, é natural do ser buscar aliviar a dor e se isso não acontece, o caminho é compreender o significado deste conflito ou entender qual a razão.

 

A compreensão cognitiva da dificuldade nem sempre é suficiente para alavancar a mudança, porém necessária para o comprometimento da pessoa com a tarefa de lutar contra a dor.

 

O processo constrói o caminho da cura em um contexto psicoterápico.

À medida que as pessoas tomam decisões, temos que deixar o lugar conhecido em busca do novo e para tudo é necessário a consciência de que novos hábitos, atitudes e comportamentos serão introduzidos. Esta força tarefa, gradativamente leva à mudanças de nossas conexões cerebrais, emoções e atitudes.

O processo psicoterápico se reveste de uma poderosa ferramenta que é o vínculo terapeuta-cliente.

 

São inúmeras as abordagens e em cada uma delas a relação tem um papel e significado, porém indiscutível é a importância deste encontro.

Nunca perdendo de vista que este processo tem um único protagonista.


 

Fazer terapia é uma proposta de revisitar relações que estabelecemos com nós mesmos e com o mundo a partir de nossas histórias, crenças e pensamentos.

 

Trata-se de um movimento de investir em si mesmo e na esperança de um novo olhar.

 

É uma oportunidade?

Nem sempre buscamos terapia em momentos de alegria e esperança, ao contrário, chegamos ao consultório, em grande parte das vezes no auge do sofrimento e depois de passarmos por todas as especialidades existentes.

 

Acreditar no subjetivo e em seu poder, é uma realidade que vem tomando força, gradativamente e temos aprendido a acreditar no que não enxergamos, movidos pela dor ou sede de conhecimento.

 

É a consciência máxima que minha história transforma-se a partir de mim e não porque sou o centro e tudo e sim porque sou o ponto de partida é preciso aprender a viver juntamente com a verdade de quem sou.

 

São muitas as abordagens, todas levam ao processo de descoberta e autoconhecimento.

 

Uma através do mergulho no intrapsíquico outras com foco na relação do indivíduo com o mundo, mas no final o que se busca é diminuir cada vez mais a distância com o Eu.

 

Nunca daremos conta de controlar tudo à nossa volta, mas a certeza de onde estão meus pés e minha cabeça me estabiliza e fortalece para as ventanias e tempestades de viver e quem sabe, coragem de arriscar mais, ir mais longe? ou não